domingo, 23 de fevereiro de 2014

Poesias se encontram no Site abaixo: http://www.ocaixote.com.br/caixote18/18cx_poemas_macario.html































   
  
 
   
  
   
 
  
   
  
 
   
  
   
 
  
   
  
 
   
  
   
 
  
   
  
 
   
  
   
 
  
   
  
 
   
  
   
 
  

 

  
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Estréia Sonata a Kreutzer - Um Incomensurável Abismo de Incompreensão

Nova Apresentação no Dia 14/05/13 - MAPA CULTURAL PAULISTA- em Mauá, no Teatro Municipal de Mauá- ás 13horas. 

Sonata a Kreutzer


Estréia dia 30/03/2013 no Teatro Municipal de Mauá, ás 20h
 
            Beethoven, em 1803, foi convidado a apresentar em Viena uma sonata inédita para piano e violino. Um  jovem mulado, George Bridgetower, que revelou-se desde cedo um prodígio violinista, foi convidado como seu parceiro no concerto. A performance foi tão arrebatadora que, em seguida, Beethoven anunciou que dedicaria a obra a Bridgetower, dando o título: Sonata per un mulaticco lunattico.
Mais tarde, quando bebiam juntos, o jovem violinista, fez um comentário de cunho particular sobre uma dama conhecida de Beethoven. Enfurecido, Beethoven pediu de volta a partitura e rasurou a dedicatória, intutulando-a Sonata a Kreutzer, em homenagem a Rodolphe Kreutzer, conhecido como o maior nome do violino na Europa. George Bridgetower faleceu em 1860, num asilo para indigentes, esquecido na area musical. Kreutzer, porém, ao receber a partitura desta sonata, considerou-a impossível de ser tocada e jamais execultou esta obra em público.
 
Liev Tolstói  já conhecia esta obra de Beethoven, mas ao ouvi-la numa apresentação na própria casa, em 1888. A música lhe provocou tamanhos sentimentos, que o escritor retomou uma ideia antiga, de escrever um monólogo dramático, à maneira de Dostoiévski.
No livro: A Sonata a Kreutzer.
             Numa viagem de trem. Algumas pessoas, iniciam uma conversa onde discutem sobre o divórcio, a condição da mulher na sociedade e o amor. Um narrador, observa a cena e narra os acontecimentos. No assento ao lado, senta-se um homem que confessa ter assassinado sua esposa. Os outros personagens no decorrer da viagem dispersaram-se, ficando apenas o narrador. Pozdnychev pede para contar a este sua história, uma forma de aliviar seu tormento. Seu companheiro de viagem, passa então a ouvir seu drama, suas afirmações, ideias, seu tormentos.
 
Na peça: Sonata a Kreutzer - Um Incomensurável Abismo de Incompreensão,
Sinopse
            Pode uma música, uma obra de arte, despertar num homem uma avalanche de sentimentos? Qual será o poder da música? Pozdnychev é um homem atormentado por sentimentos dúbios, desencontrados e pela lembrança do assassinato de sua própria mulher. Para amenizar sua dor, faz um relato da sua história, dos verdadeiros motivos que o levaram ao crime. É na verdade um relato da frágil condição humana, onde as convicções inabaláveis de um homem, na prática, levam-no a ser vitima de seus próprios atos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Adaptado da obra de Liev Toltói " Sonata a Kreutzer ". Um homem atormentado, revela os fatos que levaram-o a assassinar sua mulher. Não perca o próximo espetáculo da Cia Teatral Lupa. Em breve...

terça-feira, 29 de maio de 2012


ESTAMOS SELECIONANDO
ATORES E ATRIZES (MESMO SEM EXPERIÊNCIA)
PARA AS FILMAGENS DO CURTA-METRAGEM:
"INVENTÁRIO DOS ABSURDOS OU  ABSURDOS DOS INVENTÁRIOS"
(BASEADO EM TEXTO DO POETA DE MAUÁ : MACÁRIO OHANA VANGÉLIS)
**ATENÇÃO AOS INTERESSADOS**
ESSE PROJETO NÃO VISA QUALQUER TIPO DE LUCRO, SENDO EXCLUSIVAMENTE PARA DESENVOLVIMENTO ARTISTÍCO DE TODOS PARTICIPANTES.
INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO PELOS FONES:
VALMIR D'FIAMA
7447-3605 (VIVO) 4511-4357 ( DAS 18:00 ÁS  21:00 HS )
BLOGG: http:// macarioohana.blogspot.com.br/
FACEBOOK: VALMIR D’FIAMA
E-MAIL: valmirfiama@bol.com.br
             macarioohana@gmail.com

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Assista o Curta produzido pela Alcova ...

"O morcego"

de Augusto dos Anjos.

Direção de Silvio Germano

Ator: Valmir D'Fiama

Narração: Vernon Marlon

Contra regra: Macário Ohana Vangélis

domingo, 8 de abril de 2012





Curta feito em 05-04-2012.
Um ser Apocalítico,conduz outro ser através da noite. Um anjo Negro para lhe salvar?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ESTILHAÇOS URBANOS


  
Rostos macambúzios, faces esquálidas, olhos apagados, vazios... olhares de quem perdeu todos os sonhos e esperanças.
Natureza morta em volta.
Florestas de concretos.
E há uma enorme bola sanguínea flutuando no céu baixo, anunciando o novo dia!...

Nenhum rosto, nenhum olhar pousado nas janelas do trem.
Estão todos concentrados nos seus infernos interiorizados.
O trem segue aos trancos e solavancos.
Passam as estações. Um sobe e desce de cadáveres... alguns até bonitos.
Silêncio sufocado por conversas vazias.
Odores de suores perfumes fumaças produtos químicos que jorram das fábricas.
Um pesado silêncio sufocado.
 Céus!... o moço nu!... a moça nua!...
Um bêbado rumina desgraças, bafafás e palavrões. O esmoleiro diário vivendo de piedades.
Faces graves e risos presos cruzam-se e se chocam em fúria apressados.
O moço nu!... a moça nua!... Ninguém vê?...
Olham-se mutuamente. Vê-se que não se conhecem. Mas há uma forte atração entre eles. Ele está excitado. Ela está excitada.
Beijam-se,....
acariciam-se ....
Ninguém vê?...
Eu estou excitado.
Um senhor negro, aparentando cinquenta anos aproximadamente, descansa a face angustiada na palma da mão que, por sua vez, está pousada sobre o cotovelo pousado sobre suas pernas cruzadas. O sol projeta sombras no chão do trem em movimento.

O moço nu!... a moça nua!... Ele ajoelha-se em frente a ela, que está encostada na porta gemendo de volúpia. Ele acaricia a bocetinha dela – linda boceta exposta aos olhos meus – céus... ele está beijando a bocetinha dela... acariciando os seios dela... massageando o clitóris dela com a língua ........................................................
..................................... ela geme e treme e agoniza de febre e de prazer.
Ninguém vê?...
O trem faz uma breve parada na estação de; .................................................. sobem e descem cadáveres. Eu mesmo me sentiria um cadáver não fosse o pulsar do meu pinto duro me dizendo que estou vivo.

terça-feira, 27 de março de 2012

VAMOS FAZER UM FILME ?

Convite á quem possa interessar:
A Cia Lupa de Mauá está envolvida na filmagem de um dos meus textos:
"Inventário dos Absurdos"

Quem se interessar em participar,pode obter mais informações entrando em contato nesses endereços.

valmirfiama@bol.com.br

facebook: Valmir D'Fiama

ou nesse proprio blogger,estaremos divulgando informações das filmagem.

Até mais

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

LETARGIA

Vomito tédio
Bebo mais um gole
De absinto
Minto:
“Tá Tudo Bem!... Tá Tudo
Lindo!...”
Abro a janela do meu leito
Mortuário;
Beijo
O seu retrato amarelado,
E abro o peito
Para o mundo putrefato!

Macário Ohana Vangélis

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MACÁRIO

- Pó, mano, ó..., o mundo tá cabando...
As pessoa não acredita...
Mas o mundo tá cabando...
Tudo que tá acontecendo...,
o dilúvio, tudo...
já aconteceu faz séculos, ó...

- Eu já li a bíblia uma pá de veiz, ó... de cabo a rabo...
As pessoa as veiz vê eu fala assim imissarreiam, ó...
Mas eu não sou crente nem porra nenhuma...
Só busco a sabedoria; cêtasacando?...

- As pessoa riram pra caraio di Adão e Eva também,
bró, tá lá na bíblia, ó...
Ta vala os dois construindo o barco..,
Porque rolou um papo
Que eles tavatransando no paraíso, ó...
Na mó foda, mano...
Só que Cristo surpreendeu os dois...
Ai o bicho pegou, Cristo gritou prus dois:
Cês dois constrói um barco
e sumam do meu jardim
qu'euvômandá água, ó...
Porra!.., nessa parte eu sô contra deus,
deixa os cara...
É proibido transa agora?
Mas deus foi radical mano...
Choveu pra caraio... um pá de tempo, ó...
Todo mundo que rio di Adão e Eva morreu afogado, ó...

- Ta lá também a treta dos dois manos que sistranharo, ó...
Eles tavam oferecendo um bagulho pra deus...
Só que deus curtiu mais o bagulho dotro cêliga?..
Aí os manos sidisintendeu,
vai vendo, quebraram o pau mano...
Notro dia deus encontro um caboca cheia difurmiga, ó...

- Pô, mano!., essa noite eu sonhei com Jesus Cristo, ó...
Cristo apareceu pra mim em sonho...
Módoidão di tamanco e vestidão branco, ó...
Cabeleira poraqui, ó... (aponta as costas)
barbão estilo Raul Seixas...
Cêliga Raul Seixas?..

- Pó! Mó roqueiro filosófico brasileiro!..

- Pô, mano!.. Cristo tava fudido comigo, ó...
Apontou o dedo prá minha cara e falou:
Você num vai chega a vinteum ano, ó...
CÊ vai morre dioverdose...
É, mano, Cristo falo qu'euia morre dioverdose
e viro as costas pramim...
Eu ainda gritei, pedipraelesperá...
Qu'euqueria leva um lero cum ele, ó...
Mas Cristo num tava nem aí, ó...
Me deu as costas e foimbora.
É mano, Cristo viro as costas prámim!...

- É, deus é um cara imprevisível!...
Também o que fizeram cum ele...
Uma puta sacanage esse papão da cruz.

- Porra, mano...
Aquilo midexô grilado, ó...
Esse papo de Cristo virá as costas prámim...
Aí eu parei dibebê,
parei casdrogas icuntudo...
durante uma semana.

Aquele léro cum Cristo
fico girando em minha mente...
mó fissura.
Aí eu resolvi ipaigreja...
Eu deviatá completamente insano,
Praentrá num lugádesse, ó...
Aí eu cumecei ipaigreja...
Sóqu'euiadoidão...
Viajandão... calibrado...
Cuntodas naveia. ó...
De repente, sacasó!...
eu percebi quiupastô tinha sumido...
Tasacando?..
Os fiéis ajoelhado rezando,
e eu doidão andando paláipacá, ó...
todos miolhando, mano...
e eu pensando cumigomesmo;
esse filhodapuita vai apronta alguma cumigo...

Numdeotra.
Numa das voltas quand'euia em direção da porta...
Parou uma barca da rota, ó...
Aí os policial miganhô imitiraram daigreja, mano...

Também nuncamais voltei...
Pasto é tudo falso, mano...
Crentiétudofilhodaputa, ó...

Macário Hoana Vangélis

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

LÚBRICA SINFONIA NOTURNA Nº 2

Quero possuí-la sobre a pedra tumular
da menina recentemente assassinada
violada brutalmente em sua inocência
cordeiro sacrificado no altar do breve prazer
odiento da escória humana.

quero despi-la e exibi-la nua
ao lúdico brilho das estrelas!...
ao lúbrico clarão da lua!...
ao tétrico riso lascivo da noite
e dos girassóis noturnos!...

quero passear mãos e línguas
sobre a maravilhosa geografia estrangeira de teu corpo
brincando por indeterminados instantes
em suas dunas, curvas, cavernas
arrancando do fundo do seu ser
orgásticos ais, que jorrarão de sua garganta
na mais perfeita sinfonia profana!...
acordando a menina de seu leito de pedra e grama
e despertando o "campo santo" e os vermes
(lesmas, sapos, corujas, grilos, libélulas,
morcegos, corvos, borboletas, salamandras)
e a menina observando-nos,
como se não houvesse amanhã!...
guarde no coração esse sonho e
sonhe também seus amores podados.

e sonhando dormindo ainda,
reconstrua seu mundo encantado
e que na travessia perdoe
a escória humana.

Macário Ohana Vangélis

ANUNCIAÇÃO

Meu corpo etéreo transpõe a porta da
Velha
Capela...
Cripta medieval contemporânea...
Ar frio!... Frio Mármore!...
Luzes e sombras arrastando-se e beijando-se em raros
afrescos
De um autor romeno...

...

O Jardim solitário em frente!...
Se eu estivesse doente ou à beira da morte talvez...
Talvez num íntimo ato cínico... um último ato...
(Serei assim tão Cão Andaluz?!...)
Eu cuspiria meu último escarro, meu último sarcasmo,
Não abutre que me viesse a tomar-me a extrema
unção!...

- Augusto tens um cigarro?...

Miro "O Sopro Divino"!...
Lúcifer ou Adão Cadmom?...

O barbudo velho no teto!...
Quem é?...
Não me diz nada!...
Ameaça-me com sua severa cara!...

...

Nietzsche!... Eu sou dos seus...
O "Judas Enforcado..." me diz
tanto... nada... tudo... Muito...
E silencia!...

Odeio-te Cristo!...assim crucificado...
Eficaz marketing da submissão...
Vencido...Prometeu...

Judas... Eu sou dos seus... Mas não me enforcarei!...

Os bárbaros cristãos invadiram o Templo de Isis!...
Sacrilégio dos sacrilégios...
Não peço a benção...Nem imploro perdão...
Mas todos os seus "mártires" não valem um livro
queimado da Biblioteca de Alexandria!...
- Salomé! Por favor, traga-me um cordeiro assado e uma jarra de vinho

Pilatos, lavemos as mãos!...
Vamos à farra, Barrabás!...
Pois tal como Nietzsche só poderemos amar Um Deus
que dance!...

Deixo a caverna dos mortos...
Prefiro a luz do verde jardim!...

Macário Ohana Vangélis

A FACE OCULTA DO MORRO

O que mata o morro é não saber a sua história,
É não guardar suas memórias,
A riqueza da cidade vem do morro,
São pretos, pedros. pedreiros,
São costureiras e enfermeiras,
São operários e batuqueiros,
São putas e madames mandando o pé
Na bunda dos canalhas.

É São Jorge e Jesus Cristo tomando porres.
Estendendo as mãos a malandros e otários
Aos sobreviventes de salários.

O morro é um porco gordo
Fatiado e devorado por estômagos delicados
No banquete das negociatas.

O morro é velha babilônia resistindo,
É estúpida idéia ariana,
É o caos antropofágico,
Caldeirão de mouros, nordestinos e afro-europeus
Ou o que o diabo ou deus, o sacaneando, lhe mandou.

O morro é América católica estoicista
Negando-se todos os dias.

Que engenheiros.
Que carpinteiros,
Senão os intuitivos do morro,
Construiriam tais palácios, palafitas, barracos (?).

Aonde tal solidariedade e festas dionisíacas?...
... O morro pede socorro?...
AhL.nasceste um narciso em teu umbigo.

Macário Ohana Vangélis

PRAÇA 22 DE NOVEMBRO

Sob o banco de pedra dormita o cão,
Encolhido, esquecido, desprezado.
Algemado à bíblia e ao terno batido
O idiota de plantão vocifera preceitos cristãos.
Camelôs marretam seus produtos.
Operários pisam o chão em passos brutos e velozes.
Estudantes estacam em papos bem humorados.
Discretas mariposas volteiam risos cálidos,
Oferecendo-se no difícil sacrifício do ofício.
Pombos doentes e intoxicados
Disputam com os transeuntes os espaços arborizados.
Meninos brincam na fonte.
As lojas gritam promoções e novidades.
Periódicos enxames humanos
Descidos dos trens ou da estação central.
"Aeroporto de baiano", como disse um dia, sorrindo,
A poeta Lea Aparecida de Oliveira.
Rasgam apressados a praça,
Olhos vazios, anônimos, pousam por instantes
Sobre saborosos seios, coxas deliciosas,
Inclusive os meus!...
Pago os livros, deixo a banca do Tiozinho
Lanço um derradeiro olhar ao cão abandonado...
Atravesso a praça tantas vezes perdida e conquistada.
O sol a beija.

[i]Macário Ohana Vangélis

domingo, 3 de fevereiro de 2008

"UM VULTO FEMINIL NO BANHO PÚBLICO"

Chove. Chuva forte. Inesperada.
Bom chover!...
Após longos dias de calor asfixiante.

O céu respira profundamente o ar molhado.
A mata ressecada abre os braços...
E deixa a chuva acariciar os seios!...

Moleques brincam na enxurrada
Das ruas asfaltadas!...

Os anônimos fogem velozes.
(Ao descer dos ônibus e automóveis).
Ocultando-se na cinzenta tempestade.
Sob toldos e guarda-chuvas...
Rajadas de vento turvando árvores.
Corpos, residências.

Louca vontade de ganhar a rua...
(Mas... o úmido ar gelado!...
Mas minha traiçoeira rinite!...
Será que já virou bronquite ou crônica tuberculose?...)
Meu ávido olhar vagabundo pousa
Sobre um vulto que não corre...
Anônimo corpo feminil.
Gozando prazerosamente o banho
Público!...

Em espírito passeio ao seu lado.
A chuva banha a cidade.
E um sol ancestral banha-me
A alma.

Macário Ohana Vangélis

A VALSA DO OLHAR VAMPIRO

O trem surge no horizonte sujo.
agitação na estação.
vamos todos embarcar
no shopping-trem.
no trem-passarela de pedintes.
no trem-caos nosso de cada dia.

vamos redescobrir.
nosso turístico trajeto diário:

poluição - ruínas das velhas fábricas - castelos de zinco
e alvenaria...

o velho rio arrasta ainda seu cadáver putrefato.

não embarco
no trem espanhol.
"rio grande da serra - jundiaí".

parado na plataforma semideserta
valso o olhar ao redor.

bebo fragmentos concretos do "plaza shopping", da
"galeria",
da "igreja da matriz", do salão de danças "
independente", da
"estação rodoviária", do "hotel shangai" (quantas
burlescas historias!...),
as casas amarelas ferroviárias.

outro trem chega...
"luz- rio grande da serra".
descansa por momentos na estação.

uma massa informe.
clones de jonas abandonando apressados o interior da
metálica

baleia!...
fisionomias de jó.

meu vampiro olhar roça a pele
de jovens salomés risonhas e inquietas
irisando com sua irreverência o entardecer mauaense.

Macário Ohana Vangélis